Sabine Bergmann. Escoliose idiopática, Siringomielia idiopática, Retrocesso Odontoide, Impresão Basilar e Mielopatía.

 

Data de intervenção: Setembro 2012

Olá desde Berlim, o meu nome é Sabine Bergmann e tenho 50 anos.

Desde a minha infância tenho escoliose (30 °). Esta tratou-se  intensamente a partir dos 12 anos ate o final da fase de crescimento com fisioterapia. Então disseram que si fizera algum desporto na “velhice” tinha problemas.

Aos vinte anos tive uma dura queda sob o cóccix (dor à data) e, em 1994, um traumatismo cervical grave. Desde então, sempre tinha de lidar com vertigens, náusea, distúrbios visuais, dores de cabeça e tensão muscular. Não posso usar  óculos de leitura, porque depois pioram as moléstias.

Desde 1999 devido a escoliose, também apareceu o desconforto na região lombar com irradiação para as pernas e função da bexiga ficava prejudicada. Fazia tratamentos de infiltração seguidos por tomografia computadorizada, medicamentos incontáveis, e tratamentos de fisioterapia intensivos e de reabilitação. Propuseram-me operar a escoliose, mas então eu não estava convencida.

Nos últimos anos, todos estes inconvenientes intensificavam-se cada vez mais. E a minha qualidade de vida foi ficando pior. Somente fazendo alguns exercícios leves para estabilizar os músculos era impossível porque a coluna cervical, dorsal e lombar sempre ficavam afetadas. Caminhar ou fazer ciclismo sempre me causavam problemas extremos. Até mesmo uma visita no cinema poderia “bloquear o meu pescoço. A vida diária tornou-se um problema. O meu sistema nervoso vegetativo estava completamente revolto. Durante o dia, fazendo esforços normais, também teve problemas com a coluna cervical, muitas vezes dores de cabeça, nas pernas e pés, coluna vertebral e costelas, muitas vezes ficava desesperada à noite por causa da dor. O Yoga ajudava um pouco às vezes, sobre tudo mentalmente. Osteopatas aliviavam-me periodicamente (cada três semanas e nas situações agudas). Mas depois dum curto período de tempo e / ou um má movimento tudo voltava.

Apesar destes tratamentos bons, a  noite apareciam problemas circulatórios, taquicardia e zumbidos. Muitas vezes dormia apenas duas ou três horas, e não podia seguir. Ao virar-me ficava aliviada uma coisa, mas apareciam outras dores. Tentei muitas almofadas incontáveis. A manhã ficava sempre dolorida e querendo saber como fazer para sobreviver o dia, o trabalho e a rotina diária. Todo o meu corpo falhava cada vez mas.

Hoje eu me pergunto como suportei tudo isso.

Os resultados novos revelaram discopatias com mielopatia, retrocesso odontoide com impressão basilar e a síndrome da artéria vertebral.

Em Junho de 2012 estava outra vez olhando na internet e encontrei este site. Fiquei, e ainda fico, impressionada com a abordagem que uma síndrome de tracção medular (causada pelo grosso filum terminale), foi a causa da minha escoliose e lesões secundárias, igual que o fato de que o transtorno causado pelo traumatismo não melhorou mesmo depois de 18 anos e que os profissionais da minha cidade só me ajudavam apenas temporariamente.

Imediatamente enviei um e-mail para Barcelona e recebei a resposta em alemão da amigável Sra. Kuhn.. Então, tudo aconteceu muito rápido e foi operada o 27 de Setembro de 2012 pelo Dr. Royo e a  Dra. Saavedra . A decisão de voar para Barcelona e operar-me fui muito fácil. Já desde a  distância estava absolutamente segura de estar fazendo tudo bem, na visita pré-operatória, um dia antes da intervenção planeada, estive completamente calmada, sem dúvidas e animada pela equipe e a sua concorrência. Senti que nunca antes tinha-me explorado tão bem e tão completamente.

A operação correu bem e no dia seguinte, voltei para casa. Imediatamente após a cirurgia senti que minhas vértebras cervicais ficavam melhor “paradas”. Quatro horas depois verificaram os mesmos reflexos que antes da cirurgia. Os resultados foram sensacionais, a força tinha aumentado quatro quilos em cada mão após essas poucas horas.

Quando acordei após a primeira noite após a cirurgia, caiam-me lágrimas de alegria – tinha dormido bem pela primeira vez em anos.

Agora, sete semanas após a operação, olho com prazer no futuro. O mundo é fantástico quando você está descansado. Agora algumas vezes tenho problemas com a circulação ou zumbidos à noite, mas de maneira reduzida. Já não tenho cãibras nos pé e na perna, tonturas e náuseas apenas raramente. Dor nas costas e dor na perna voltam as vezes para um momento e então desaparecem! Todas estas moléstias  antes me acompanhavam constantemente. O meu osteopata diz, que fico mais direita e que nota uma mudança positiva!

Agora eu estou lutando para reembolso pelo seguro da saúde. O preço de intervenção não foi  nada para o que eu ganhei. É uma pena que a burocracia do sistema da saúde alemão impedem o reembolso, mesmo que o sucesso é visível e mensurável e que a secção do filum terminale è ótima para muitos pacientes com escoliose, Arnold Chiari e siringomielia e assim se minimizariam/evitariam custos dos tratamentos anteriores. Mas continuo lutando ajunto com a  associação internacional de pacientes AI.SAC.SI.SCO (Associação Internacional Arnold Chiari I – Siringomielia – Escoliose Filum-Tomizados).

OBRIGADA ao equipe do Institut Chiari & Siringomielia & Escoliosis de Barcelona (ICSEB) 

Sou uma pessoa feliz novamente – poderia abraçar o mundo inteiro de tanta felicidade!

Sabine Bergmann ([email protected]), Novembro 2012

Rafael Wactaviski Cardoso . Síndrome Neuro-Crânio-Vertebral, Doença do Filum, Cisto intramedular (Siringomielia idiopática).

Carta de agradecimento de uma paciente operada

Dr. Franceso Crocè. Síndrome de Arnold Chiari I, Siringomielía cervcal. Hernia discal cervical. Insuficiencia vascular cerebral crónica.

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