Emil. Sindrome da trazione midollare. Sindrome d’Arnold Chiari I. Siringomielia Idiopatica.

 

EMIL, 5 anos

Data da intervenção: novembro de 2012.

Em agosto de 2010 Emil (nascido em novembro de 2008) ficou doente: deixo de caminhar, estava completamente flácido (antes seu desenvolvimento era normal). Os médicos não sabiam o que estava acontecendo. Fizeram vários exames e concluíram que provavelmente era a mielites. Não tinham visto nada preocupante nas imagens da ressonância (somente depois de 3 anos um radiologista nos comentou que se observou uma descida das amígdalas de 7 mm, o qual foi considerado como “normal”). Emil recuperava lentamente. Depois de dois meses começou caminhar, mas coxeando. Fomos a visitar vários médicos e eles nos presentavam diferentes teorias…. Encontraram que Emil tinha uma paralisia do lado esquerdo do seu corpo. Quando voltou de hospital começou uma reabilitação. Depois de 3 meses fizemos uma nova ressonância. Esta vez os médicos observaram a descida das amígdalas de 11 mm e sugeriram consultar um neurocirurgião. Fomos a Poznan para visitar um médico, quem depois de alguns minutos da visita indicou a descompressão, baseando-se na inclinação da cabeça, que Emil supostamente tinha. Em março de 2011 em Poznan, Emil teve a “parcial craniectomía suboccipital”. Logo começou a reabilitação em vários centros, em casa e com os reabilitadores privados…. Quando caminhava se caía muito, não controlava suas necessidades, sua mão esquerda estava sempre fechada em punho (o exame de ENG mostrou 60% dos nervos danados), quando estava de pé tinha a posição de “cadeira”. Em janeiro de 2012 repetimos a ressonância qual demostrou a descida das amígdalas de 15mm e além disso, apareceram três cavidades de siringomielia. Em agosto de 2012 (em menos de 7 meses) essas três cavidades aumentaram seu diâmetro praticamente à largura da medula e apareceram três novas. Um professor de Varsóvia indicou segunda craniectomía. A rapidez com qual as lesões na cabeça e na medula se estavam produzindo, nos aterrorizava. Além disso, depois do único método de “tratamento” que nos ofereceram na Polónia, apareceram as cavidades na medula, que antes não haviam e agora quiseram repetir a mesma cirurgia… Literalmente, poucos dias antes da prevista descompressão, recebemos a informação sobre a possibilidade de tratamento em Barcelona. Fizemos uma decisão rápida. Cancelamos a operação de descompressão e marcamos a intervenção na Espanha (novembro de 2012). Depois da cirurgia não observamos mudanças espetaculares. Parecia que a mão estava mais solta, não tão apertada como antes. Depois de duas semanas de volta a Polónia, o estado de Emil piorou bastante (de novo o meu filho não podia caminhar) e isso tardou duas semanas. Logo começo a melhora. Ao principio até o estado de antes da intervenção e logo ainda mais. Pela causa da piora fomos visitar unos médicos na Polónia.  A neuróloga nos comentou que a operação nem ajudou nem fez o dano, pelo que entendia que fomos “enganados”. Nos deu uma petição para fazer uma nova ressonância. Em abril de 2013 fomos ao hospital. Comentamos com os médicos que o estado do Emil está melhorando, mas não creram. As mudanças na ressonância foram mínimas. A ressonância comparativa foi feita 3 meses antes da intervenção em Barcelona. Para a gente, no sentido comum, isso foi uma sinal muito boa, porque antes as lesões evoluíram ao ritmo alarmante. Os neurólogos nos indicaram consultar o neurocirurgião quem fez a craniectomía, para fazer o drenagem das cavidades de siringomielia (o que supostamente é uma intervenção com perigo de vida). Nos contactamos com o neurocirurgião de Barcelona e consultamos um radiologista de Poznan, quem em detalhe mediu as cavidades de antes e depois da intervenção. Essas consultas nos tranquilizaram. Além disso, nos havíamos observado varias melhoras – Emil caminhava melhor, quando estava de pé estava mais reto (também estava intensamente reabilitado). A seguinte ressonância foi realizada em fevereiro de 2014 (10 meses depois da última). Não se observou nenhumas mudanças. Agora Emil atende o jardim da infância e pratica dança, judo, futebol, natação. Está igual como os seus companheiros. Continua fazendo a reabilitação. Ainda não tudo está perfeito. Existem alguns problemas com a controle das necessidades, mas o está fazendo muito melhor do que antes; também quando está desnudo se pode ver que não tudo está bem, mas no jardim da infância funciona como as outras crianças (talvez corre um pouco mais devagar:). Em março de 2014 fomos a um neurólogo quem no ano anterior nos comentou que a intervenção não ajudou a Emil. Agora ele mesmo nos disse que Emil está muito melhor (por exemplo desapareceu o Babinski). Graças à intervenção e a reabilitação Emil me surpreenda cada vez mais com seu bom estado físico!

Mª Teresa Sanz Belmonte. Síndrome de Arnold Chiari I.

Vivien Chen. Tracção medular. Sindrome de Arnolda Chiari I. Descida das amigdalas cerebelosas.

Patricia Tanis – Síndrome Neuro-Crânio-Vertebral, Doença do Filum, Síndrome de Arnold-Chiari I, Siringomielia e Escoliose idiopáticas.

Fale conosco