Estenose do canal vertebral


Última atualização: 03/03/2020, Dr. Miguel B. Royo Salvador, número de registro médico: 10389. Neurocirurgião e Neurologista.
 

Definição

Trata-se do estreitamento do canal da coluna vertebral por onde passa a medula espinhal. A medida que o canal espinhal lombar fica mais estreito, as raízes nervosas que o atravessam nos orifícios vertebrais e a medula vão sendo comprimidas.

A Estenose do conduto vertebral se apresenta com mais frequência na parte inferior das costas e no pescoço, ou seja, respectivamente, na altura da lombar e da cervical.

 


Tipos

Os tipos de Estenose do conduto vertebral são classificados de acordo com a sua localização na coluna vertebral. É possível padecer de um ou mais tipos. Os dois principais são:

  • Estenose do canal vertebral cervical. Neste tipo de afecção, o estreitamento ocorre na parte da coluna vertebral que corresponde à altura do pescoço.
  • Estenose do canal vertebral lombar. Neste tipo de afecção, o estreitamento ocorre na parte da coluna vertebral onde está a região inferior da coluna. É a forma mais frequente de Estenose do conduto vertebral.



Fig. 1 Estenose do canal vertebral cervical


Fig. 2 Estenose do canal vertebral lombar

 


Sintomas

Os sintomas da Estenose do conduto ou canal vertebral, espinhal ou medular aparecem gradualmente e pioram com o tempo, variando, segundo a localização da mesma e das raízes nervosas que estão sendo afetadas.

Os(as) pacientes com Estenose do conduto vertebral cervical podem apresentar adormecimento ou formigamento na mão, no braço, no pé ou na perna; falta de força em um dos membros; problemas para caminhar e para se equilibrar e dor cervical. Em casos graves, podem manifestar disfunções na bexiga, como urgência e incontinência urinária, ou também no intestino.

Os sintomas da Estenose do canal espinhal lombar podem aparecer e desaparecer, especialmente quando ainda está na fase inicial. Frequentemente, os sintomas melhoram se a pessoa se senta, se ajoelha ou se deita em posição fetal (com os joelhos apoiados no peito). Quanto mais tempo a pessoa tiver uma Estenose do canal espinhal lombar, maior será a probabilidade de que ela apresente sintomas mais acentuados.

As pessoas que têm Estenose do canal espinhal lombar podem apresentar adormecimento ou formigamento em um dos membros inferiores; falta de força em um dos mesmos; dor ou cãibras em uma ou em ambas as pernas, quando ficam sem se mover durante períodos prolongados ou quando caminham, e dor nas costas. Também podem sentir cãibras, cansaço ou debilidade nas pernas. Em casos graves, a Estenose pode causar incontinência parcial ou completa do intestino ou da bexiga..

 


Diagnóstico

O diagnóstico de Estenose do canal vertebral é feito a partir de uma consulta médica, na qual se detectam os sintomas, e também a partir de uma avaliação física. O(a) médico(a) pode solicitar diversos exames complementares, especialmente os seguintes:

  • Tomografia Computadorizada
  • Ressonância Magnética (RM)

 


Causas

A Estenose do canal vertebral frequentemente ocorre devido à Artrose. Esta, por sua vez, consiste na degeneração dos ossos e das articulações da coluna vertebral, das suas facetas articulares e dos seus ligamentos. Sendo assim, o organismo, ao tentar reparar esta degeneração, o faz de maneira excessiva e desordenada, ocupando espaços que correspondem a outras estruturas, o que acaba comprimindo as mesmas.

Outras causas estão relacionadas a algum fator que produz uma redução de um espaço aberto existente na coluna vertebral, podendo ser decorrente de:

  • Artrite
  • Quedas
  • Acidentes
  • Hérnias de disco vertebrais
  • Tumores
  • Lesões da coluna vertebral

 


Fatores de risco

O risco de uma Estenose do canal vertebral cervical ou lombar pode aumentar devido aos seguintes motivos:

  • Idade: a maioria das pessoas com Estenose do canal vertebral têm mais de 50 anos, sendo o envelhecimento o fator de risco principal para o surgimento da mesma.
  • Traumatismos: a Estenose do canal vertebral pode aparecer também em pessoas mais jovens, devido a traumatismos na coluna vertebral.
  • Deformação congênita da coluna vertebral: se existem outras patologias congênitas, que afetam o desenvolvimento ou o estado dos ossos ou dos músculos, aumenta o risco de que se forme precocemente uma Estenose do canal vertebral. Entre estas patologias, está o mecanismo de desvio da coluna vertebral, denominado Escoliose Idiopática. Esta, por sua vez, é causada pela tração caudal, ocasionada por um Filum terminale excessivamente tenso, denominada Doença do Filum.

 


Complicações

Em pouquíssimos casos, uma Estenose do conduto vertebral grave e não tratada pode avançar e se complicar, com sintomas permanentes, que podem piorar muito a qualidade de vida do(a) paciente, como parestesia, falta de e de equilíbrio, incontinência urinária e paralisia.

 


Tratamento

Existem várias possibilidades de tratamento para os sintomas da Estenose do canal vertebral, de ambos os tipos:

  • Tratamento conservador: a dor nas costas e nos membros causada pela Estenose pode ser tratada com medicamentos, repouso, exercícios posturais, fisioterapia e reabilitação, até que estas medidas ainda proporcionem alívio ao(à) paciente..
  • Tratamento cirúrgico: quando as terapias conservadoras deixam de proporcionar alívio, é hora de se começar a considerar as opções de tratamentos cirúrgicos da Estenose. Em ambos os casos, ou seja, de Estenose do canal espinhal cervical e lombar, são indicadas cirurgias para a liberação da compressão.

O procedimento cirúrgico mais indicado na altura da cervical é a foraminotomia. Já na altura da lombar, se costuma recomendar mais a laminectomia descompressiva.

Eventualmente, é necessário fazer uma artrodese com enxertos de placas e parafusos, exceto em casos nos quais seja necessário fazer extrações consideráveis de vértebras, o que poderia implicar em algum tipo de comprometimento de aspecto mecânico.

– Segundo o método médico Filum System®:

A Estenose do canal vertebral se apresenta frequentemente em pacientes com a Doença do Filum. A força de tração caudal que esta última gera também afeta os discos e as articulações interapofisárias vertebrais, o que os sobrecarrega e favorece o surgimento de processos artrósicos.

Em geral, a pauta de tratamento para os(as) pacientes que padecem da Doença do Filum ou da Síndrome Neuro Crânio Vertebral relacionada à Estenose do canal vertebral cervical ou lombar é aplicar, em primeiro lugar, a Secção Filum Terminale (SFT), com a técnica exclusiva minimamente invasiva do FS®, e observar a evolução clínica.

Somente no caso de que exista um intenso quadro álgico ou um evidente déficit neurológico relacionado à Estenose, se indicaria a liberação da mesma em uma única sessão operatória com a Secção do Filum terminale.

Uma vez realizada a SFT, quando esta não é feita juntamente com a cirurgia da Estenose do canal vertebral (em um mesmo ato cirúrgico) e, no caso de persistência ou piora da sintomatologia, posteriormente se indica a liberação cirúrgica do estreitamento do canal.

Este protocolo se baseia na experiência positiva da nossa equipe médica, que constatou a evolução favorável dos(das) pacientes operados(as) de SFT. Após a liberação da tração medular, estes(as) podem deixar de piorar progressivamente também na região da Estenose, além de manifestar melhorias clínicas correspondentes à Doença do Filum.

 


Referências Bibliográficas

 

  1. M. B. Royo-Salvador (2014), “Filum System® Bibliography” (PDF).
  2. M. B. Royo-Salvador (2014), “Filum System® Guía Breve”.

 








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